A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 27/10/2020
O engenheiro químico brasileiro, Expedito Parente, no ano de 1977, através de um processo de transesterificação, foi responsável pela primeira patente mundial da produção de Biodisel. No entanto, devido a falta de incentivo do governo brasileiro, a patente entrou em domínio publico. Na contemporaneidade, a desvalorizado da ciência no Brasil ainda é recorrente, promovendo entraves econômicos e sociais para o desenvolvimento do país.
A princípio, e possível perceber que essa circunstância deve-se a questões econômicas e estruturais. O mundo a partir de 1950, presenciou a 3ª revolução industrial, marcada principalmente pela mão de obra qualificada e a busca de novas invenções. Todavia, no Brasil, devido a industrialização tardia, optou por exportar de outros países tecnologia pronta. O que preconiza, a falta de investimento desde o princípio em uma tecnologia própria. O que é refletido em dados da SBPC (Sociedade Brasileira para o progresso da ciência), a cada 100 reais gasto pelo governo federal, apenas 32 centavos vai para investimentos em ciência e tecnologia. Ou seja, a estrutura do país, não favorece o incentivo a ciência por sua própria natureza.
Outrossim, vale ressaltar as consequências sociais. Durante toda a formação do Estado brasileiro, a falta de políticas publicas a longo prazo, nos leva a estagnação intelectual. Porque o retorno do investimento, leva tempo, sendo necessário uma reforma na educação primaria, afim de ter inovações em algumas décadas. Assim, a ciência não se torna uma prioridade do governo, devido a necessidade do imediatismo para soluções. Um reflexo da estagnação de conhecimento científica da população, tem provocado uma cultura negacionista, baseando fatos em opiniões, e não em pesquisas. Motivo pela qual, cresce popularização de debate sobre a terra ser plana e movimentos anti vacina. Contudo, é esse o caminho para qual pesquisas caminham.
Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para o fim da desvalorização da ciência no Brasil apresenta entraves que necessitam ser revertidos. Logo, e necessário que o Ministério da Educação em parcerias com empresas privadas, estimule, além de um redirecionamento de verbas a fim de incentivar pesquisas através de distribuição de bolsas, promover benefícios com incentivos fiscais a empresas que investem em projetos de inovação e pesquisas, de maneira à usar futuramente para crescimento de empresas. Ademais é necessário uma Reforma educacional a longo prazo, a fim de motivar uma geração futura com mão de obra qualificada e consequentemente em condições adequadas para promover a evolução tecnológica do Brasil.