A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 29/10/2020
A ciência é responsável por garantir vacinas, remédios e diversos produtos agrícolas, o que alavanca o desenvolvimento nacional e proporciona qualidade de vida à população. Conquanto, a ciência não recebe a valorização adequada no Brasil, visto que os profissionais da área não recebem verbas apropriadas para o desenvolvimento de pesquisas, o que resulta na estagnação científica. Além disso, sem condições adequadas de trabalho, muitos cientistas buscam melhorias em outros países, o que causa o exílio científico no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar o baixo orçamento destinado à fins científicos como principal causa da estagnação científica no Brasil, visto que pesquisadores e estudantes não conseguem avançar em suas pesquisas. Segundo o site “Istoe”, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações recebeu apenas 20% da verba que era esperada em 2017, o que resulta no fechamento de institutos de pesquisas. Com isso, a criação de novos remédios e vacinas é impossibilitada, além de atrasar as pesquisas que já estavam em andamento e provocar crises medicinais na sociedade, como a falta de remédios e vacinas para a população.
Cabe salientar, em segundo plano, que a baixa condição oferecida aos cientistas é responsável por provocar o exílio científico no Brasil, já que os cientistas precisam buscar melhores condições de trabalho em outros países. De acordo com o site “O Tempo”, após 40% de corte no orçamento científico, inúmeros estudantes perderam seus benefícios e tiveram que procurar reconhecimento em outros países. Tal ação resulta em uma massiva fuga de cérebros e queda significativa dos avanços científicos no Brasil, visto que estudantes são impossibilitados se prosseguirem seus estudos.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses causados pela desvalorização da ciência no Brasil, como a estagnação científica e a fuga de cérebros. Sendo assim, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações devem promover maior direcionamento dos impostos arrecadados para fins científicos. Tal ação deve ocorrer por meio da separação exata dos impostos, direcionando uma quantia fixa para o departamento científico. Cerca de 15% do total de impostos arrecadados através das compras realizadas pela população devem ser destinados à fins científicos, como institutos de pesquisas, universidades e laboratórios estaduais. Espera-se, com essa medida, que as pesquisas científicas recebam maior apoio financeiro e, consequentemente, torne possível uma boa qualidade de trabalho para os pesquisadores. Além disso, é esperado que a fuga de cérebros diminua, o que garante o avanço científico brasileiro e torna a ciência mais valorizada no Brasil.