A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/11/2020
Em uma país predominantemente religioso como o Brasil, a desvalorização da ciência é recorrente, originada por diversos fatores sociais que vão além da disputa entre conhecimento científico e teológico. Assim, é necessário compreender o que leva à depreciação do cientificismo na nação e seus efeitos diretos na sociedade dependente de suas descobertas.
Em uma primeira análise, deve-se destacar a ausência governamental na modernização e no incentivo à busca do conhecimento científico, fato comprovado pela NSF, que coloca o Brasil como um dos países que menos produzem artigos científicos no mundo. Outro fator, é a carência de estrutura técnica nas escolas de todos os níveis, que afasta os indivíduos em formação acadêmica do concretismo. Outrossim, as disparidades regionais intensificam a problemática, já que somente a região Sudeste tem 7 vezes mais laboratórios especializados que a Norte, segundo o MS.
Desta forma, os efeitos na sociedade são muitos e aparentemente perenes, diante da ineficácia das ações governamentais, principalmente. A ausência da verdade científica causaria transtornos nos estudos de doenças e outros problemas até então sem cura, introduziria ainda mais o conhecimento empírico, além de excluir o país de avanços tecnológicos e retardar o desenvolvimento da nação. Portanto, o Brasil sem a valorização do meio técnico-científico teria atrasos ainda maiores e tornaria a população mais debilitada de assistência.
Em virtude das alarmantes ocorrências, é de fundamental importância a intervenção do Estado. Ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, cabe financiar a construção de laboratórios públicos abertos, via PCE, disponibilizando estrutura capaz de proporcionar formação científica de qualidade para as regiões mais abastadas de estrutura técnica como as periferias. Somente assim, pode-se valorizar as contribuições da ciência.