A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 25/11/2020

A expressão “idade das trevas” foi usada para se referir a um período da idade média em que a filosofia e a ciência eram fortemente reprimidas, o que caracterizou por muitos anos, a estagnação do avanço científico. De maneira análoga, o campo hodierno se configura em uma sociedade inciente da importância da pesquisa e inovação, assim como o Estado falha na promoção de estímulos e investimentos nas universidades públicas.

Primordialmente é importante destacar o limitado conhecimento da comunidade brasileira a acerca da relevância da pesquisa. De acordo com o presidente da Fundação de Amparo à pesquisa do estado de Minas Gerais (Facemig) o estado tem potencial no desenvolvimento de ciência e tecnologia, mas precisa avançar em relação à divulgação e aplicação dos impactos positivos dos projetos para o cidadão. Essa situação se estende por todo território brasileiro sendo imprescindível a aproximação da comunidade científica à população.

Ademais, é indubitável a contribuição das universidades para os avanços no campo científico através de projetos de ensino e extensão. Segundo o professor do Instituto de Biotecnologia da USP Marcos Buckeridge “a ciência não é um gasto, é investimento”. Em contrapartida a redução da verba destina por parte do governo tem sido um obstáculo a ser enfrentado. Em 2019 o Ministério da Educação anunciou um corte de 30% no orçamento das universidades federais além de cortar 3,4 mil bolsas de estudo impactando a comunidade acadêmica e beneficiados.

Portanto, cabe ao Governo Federal em conjuntura ao Ministério da Educação e o Ministério das Comunicações promover a divulgação dos avanços e conquistas da ciência brasileira á população por meio das mídias sociais, bem como incentivar financeiramente pesquisas e projetos das universidades a fim de tornar o século XXI uma “idade iluminada” detentora e propagadora de conhecimento.