A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 25/11/2020

Na contemporaneidade, um dos assuntos de maior discussão no Brasil é a desvalorização da ciência. Percebe-se falhas no investimento científico no país, ao analisar o índice de recursos disponibilizados pelo governo durante a crise pandêmica da COVID-19 no ano de 2020. Segundo “Jornal Folha de São Paulo”, apenas 1,8% do orçamento anual dedicado a pesquisas e inovação científica foram aplicadas no ano de 2020, limitando a capacidade do país de se articular com redes de pesquisas. Sendo assim, pode-se afirmar que a negligência governamental e escassa abordagem do problema agravam essa situação.

A priori, vale ressaltar que parte dessa desvalorização científica no Brasil está atrelada a religiosidade. Isso se deve ao fato do forte fanatismo religioso enraizado na sociedade brasileira, o qual corrobora para uma crença cega que enfatiza a dependência racional e emocional cristã, impedindo uma análise concreta e racional de resoluções cabíveis de emergência social no país.

Comprova-se isso ao observar o conteúdo do livro “Homo Deus”, no qual aborda uma análise da sociedade perante seus “tabus” e apresenta como resposta da falta de perspectiva científica dos líderes governamentais ao ato de não se solidarizar com o ramo científico e sua colaboração para a sociedade o não interesse na causa, tendo em vista que não traria nenhum benefício econômico país a não ser uma melhoria na saúde, dando abertura a classe mais baixa a ter um acesso digno hospitalar, o que leva a concluir que o contentamento da população está nas mãos de líderes não condizentes aos seus cargos.

Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a depreciação da ciência no Brasil apresenta entraves que necessitam ser revestidos. Logo, é necessário que o governo atente as condições de trabalho dos cientistas brasileiros, propiciando investimentos nesse ramo profissional voltados a pesquisas e estudos, com a finalidade de providenciar vacinas com  cada vez mais eficiência e agilidade; ademais, as instituições de ensino em parceria com a mídia podem formentar o pensamento crítico da população por intermédio de projetos, trabalhos e campanhas publicitárias , a fim de propagar a importância da ciência no bom funcionamento de uma sociedade, incentivando a racionalidade e laicidade das decisões políticas sociais. Sendo assim, o país poderá alcançar a justiça social, pois “sem um fim social o saber será a maior das futilidades”, Gilberto Freyre.