A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 04/12/2020
O médico brasileiro Oswaldo Cruz foi o pioneiro no estudo de doenças incentivando medidas como “mata mosquito” e vacinação para a população do Rio de Janeiro no século XX contra o surto de febre amarela e varíola. No contexto atual, embora haja diversos avanços científicos que propiciaram a melhora na qualidade de vida da população, a ciência é negligenciada pelo Estado e sociedade, pois possui sua importância negada. Logo, decerto, é necessário que seja reconhecido seu papel para que não se gere maiores danos aos eixos humanos.
Primeiramente, é importante ressaltar que a ciência está em nosso cotidiano como na alimentação, porque a maior produtividade agrícola alcançada pela Revolução Verde se elevou exponencialmente contrariando a Teoria Malthusiana de que a população cresceria de uma forma que superaria a produção de alimentos. Desse mesmo modo, o uso na área da saúde eleva a expectativa de vida e garante os princípios de prevenção, proteção e recuperação do SUS. Por exemplo, a utilização da biotecnologia na produção de insulina para o controle de diabetes que, de acordo com a Federação internacional dessa doença ,crônica afeta 26 milhões de brasileiros, representando assim o pleno exercício da cidadania.
Igualmente, o descobrimento de formas de contágio e sintomas de enfermidades endêmicas como a doença de chagas, que tem como vetor um inseto chamado “barbeiro” ,feita pelo sanitarista Carlos Chagas, origina uma maior especificidade nas ações governamentais de saúde pública, pois serão focalizadas e contínuas no territórios nacional. Assim, o descaso do Estado exemplificado pela negligência recursos financeiros para pesquisa gera como consequência não só a redução no número de bolsas de pesquisa, mas também a falta de estrutura nos ambientes universitários.. Por fim, isso gera um" analfabetismo “populacional científico que possui como origem uma educação que não aproxima o educando do conteúdo, o que eleva a desvalorização, ocasionando movimentos negacionistas na sociedade , ou seja, é uma problemática grave a ser solucionada.
Portanto, o Estado deve, por intermédio de parceria com empresas privadas, mediante a redução fiscal dessas criar um fundo de financiamento público de pesquisa destinando verbas para os Ministérios da Educação e o de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse quantitativo será usado para não só propiciar bolsas de estudo, iniciação cientificas e doutorados nas diversas áreas, mas também de pesquisa, além da garantir a estrutura das universidades publicas, formando polos tecnológicos e de intercambio de ideias entre os pesquisadores. Assim, essa ações possuem o objetivo de que através da valorização originar outros pioneiros, ampliando a qualidade de vida da população.