A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 04/12/2020
A expressão “idade das trevas” foi usada para se referir a um período da Idade Média em que a filosofia e a ciência eram fortemente reprimidas, o que se caracterizou por muitos anos, uma estagnação do avanço científico. De maneira análoga, o campo hodierno se configura em uma sociedade insciente da importância da pesquisa e inovação, assim como o Estado falha na promoção de estímulos e investimentos nas universidades públicas.
Primordialmente é importante destacar o limitado conhecimento da comunidade brasileira a respeito da pesquisa. De acordo com o presidente da Fundação de Amparo a pesquisa do estado de Minas Gerais (Facemig) o estado tem potencial no desenvolvimento de ciência e tecnologia, mas precisa avançar em relação à divulgação e aplicação dos impactos positivos dos projetos para o cidadão. Essa situação se estende por todo território brasileiro sendo imprescindível uma evolução da comunidade científica da população.
Ademais, é indubitável a contribuição das universidades para os avanços no campo científico através de projetos de ensino e extensão. Segundo o professor do Instituto de Biotecnologia da USP Marcos Buckeridge “a ciência não é um gasto, é investimento”. Em contrapartida a redução da verba destina-se à parte do governo tem sido um obstáculo a ser enfrentado. Em 2019, o Ministério da Educação anunciou um corte de 30% no orçamento das universidades federais além de cortar 3,4 mil bolsas de estudo impactando a comunidade acadêmica e beneficiados.
Portanto, cabe ao Governo Federal em conjuntura ao Ministério da Educação e o Ministério das Comunicações promover a divulgação dos avanços e conquistas da ciência brasileira a população por meio das mídias sociais, no objetivo de incentivar mais o envolvimento da populaçao no ramo cientifico, bem como incentivar pesquisas financeiras e projetos das universidades a fim de tornar o século XXI uma “idade iluminada” detentora e propagadora de conhecimento.