A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema de não se dar a devida importância para a ciência na sociedade brasileira, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do baixo investimento estatal e da carência tecnológica no país.

Sob esse viés, é fundamental apontar a falta de investimentos governamentais como impulsionador da baixa taxa de pesquisas científicas no Brasil. Sobre isso, é fulcral salientar que o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimentos de condições básicas ao promover o bem-estar no âmbito populacional. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza na realidade hodierna, haja vista o pouco investimento estatal em educação e ciência em geral. Logo, percebe-se que o Poder Governamental, ao não efetivar o pensamento de Rousseau, promove uma das causas do problema.

Ademais, deve-se ressaltar a carência tecnológica no país como um entrave sobre essa questão. Acerca disso, o HypeScience divulgou dados sobre a produção científica de cada país, que demonstram que países do Norte apresentam maior produção científica, e os países do Sul - como o Brasil - , apresentam pouca produção científica. Isso evidencia a falta de tecnologia no país, que é necessária para o desenvolvimento científico. Assim, esse quadro lamentável precisa de medidas interventivas.

Depreende-se, portanto, que o Estado - o real detentor de porder de uma sociedade, e que vem para proteger os interesses sociais - precisa investir em educação, ciência e tecnologia, por meio do maior destinamento de verbas para tais áreas. Além disso, em conjunto com o Ministério da Educação, o Governo deve financiar pesquisas científicas e, em conjunto com empresas privadas, estimular o avanço tecnológico do país. Espera-se, com tais medidas, que a ciência se desenvolva no Brasil. Dessa forma, findará a inércia sobre a questão.