A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Durante a Revolução Científica, no século XVIII, numerosos artistas e estudiosos foram condenados à morte na fogueira, visto que pensamentos que divergissem a ordem eclesiástica eram proibidos. Acerca dessa lógica, no Brasil, a ciência tem sofrido bastante desvalorização devido, sobretudo, à falta de investimento governamental e à imperícia social. Logo, atos estatais que mudem os fatos são urgentes.
Destarte, a inobservância governamental acerca dos investimentos nas pesquisas científicas influi, em maioria, para a fuga de cérebros. Sob essa óptica, de acordo com o Relatório de Indicadores da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, em 2018, o Brasil investiu 1,26% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento, enquanto a Coréia do Sul investiu cerca de 4,5%. Nesse viés, é notável que, com a inópia de verbas públicas destinadas à ciência, numerosos estudiosos se sentem desamparados, visto que muitos não possuem condições financeiras para manter suas pesquisas em atividade, buscando, muitas vezes, alternativas fora do País. Desse modo, ações que transmudem esse cenário são urgentes.
Outrossim, a insipiência por parte da sociedade coopera, em geral, para o aviltamento da ciência no País. Nessa conjuntura, como dito por Hipócrates, “A ciência é a mãe do conhecimento, mas as opiniões geram ignorância”. À vista disso, é notório que ainda perdura na sociedade ideologias que vão de encontro ao pensamento científico, a exemplo do movimento mento anti-vacina que voltou à tona com a pandemia da Covid-19, no qual inúmera “fake news” forma proferidas acerca do assunto, notado que um grande contingente populacional prefere, muitas vezes, acreditar no senso comum, negando estudos que, por vezes, passaram anos em formulação, sendo reduzidos por opiniões, em geral, sem embasamento teórico. Por conseguintes, medidas que visem ao bem-estar de todos são importantes.
À luz dessas considerações, são necessárias ações que menorizem a desvalorização da ciência no País. Portanto, é fulcral que o Ministério das Tecnologias deve realizar uma série de investimentos nas universidades federais, com a implantação de novos equipamentos, por meio de reformas nos centros tecnológicos, com a implantação de novos equipamentos e nos laboratórios, com a capacitação de novos professores, visando à diminuição da evasão desses estudantes do País. Ademais, o Ministério das Comunicações deve realizar campanhas nas redes televisivas, com cientistas, que busquem instruir a maior parte da população acerca dos benefícios e das garantias que a ciência pode ocasionar, intentando diminuir o sentimento negacionista em parte da população. Por esses intermédios, a ciência pode continuar como catalisadora de mudanças no País.