A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, a tecnologia avançou de maneira significativa devido ao papel dos cientistas, responsáveis pelas inovações tecnológicas. Paralelamente, nos dias de hoje, a desvalorização do papel destes e da ciência como um todo representa um problema no Brasil, com cortes sucessivos sendo feitos no orçamento dedicado a pesquisa. Dessa forma, estratégias são necessárias para mudança dessa situação que tem como causas a falta de representatividade e o silenciamento.
A priori, é válido analisar a falta de representatividade sob a perspectiva da autora Rupi Kaur. Segundo a escritora, representatividade é vital. Sob essa ótica, a falta de participação de profissionais da ciência na política, especificamente em áreas responsáveis pela definição de orçamentos, configura-se como uma das principais causas da problemática.
Outrossim, a falta de debate relativa aos cortes orçamentários e as consequências destes apresenta-se como agravante do impasse. Nesse contexto, Helena Nader, ex-presidente da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência, afirmou, durante manifestação em prol da gnose, não estar lutando por melhores salários e sim pelo Brasil. Assim, faz-se necessário debater sobre a problemática para criar o entendimento comum de que sem ciência, não há progresso, e tampouco há progresso sem que haja investimento em pesquisa.
Destarte, é imprescindível a adoção de medidas para solucionar o problema. Urge que o Poder Legislativo aja sobre a lacuna representativa, por meio de uma lei que determine uma quantidade mínima obrigatória de cientistas para ocupar cargos de poder no governo e no Ministério da Fazenda. Ademais, é mister que as mídias façam a cobertura das manifestações contra os cortes de investimento, a fim de criar espaço para que o problema seja debatido, e, assim, combatido. Posto isso, tornar-se-á possível que a ciência volte a ter sua importância reconhecida, assim como foi no período da Segunda Guerra.