A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 18/02/2021
O desenvolvimento científico é uma das melhores estratégias para os países que pretendem ser desenvolvidos ou desejam manter o status de potência mundial. Na Guerra Fria, a corrida espacial fez com que todos admitissem os EUA como o país mais poderoso do mundo, e isso só aconteceu graças ao grande desenvolvimento tecnológico que realizaram na época. Diante disso, o Brasil parece caminhar no sentido oposto, ao invés de apoiar e desenvolver a ciência, grandes cortes de verba vêm sendo realizados nas áreas de desenvolvimento científico.
No ano de 2016, o governo da época, decidiu extinguir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, acoplando-o suas secretarias ao Ministério de Comunicação. Porém, isso enfrace o setor da ciência, a partir do momento que se divide o foco e os esforços para resolução de problemas, ambas as secretarias sofrerão as consequências. Outra questão é a da parte financeira, com as secretarias juntas os recursos terão que ser distruibuídos entre elas, logo isso implicará negativamente, mais uma vez, no desenvolvimento de tecnologias.
Em 2017, não bastando o retrocesso do ano anterior, o governo envia apenas 20% do necessário para fechar as contas do ano, do então e recente Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação. Essa ação afetou de maneira agressiva as estruturas de alguns institutos, ameaçando-os a fecharem as portas no ano subsequente. Com isso, o Brasil perde mais uma vez, a possibilidade de fechamento de institutos atrasa o desenvolvimento nacional e assim obriga os cientistas a procurarem outros lugares para o desenvolvimento de suas pesquisas, acarretando no fenômeno conhecido como “fuga de cerebros”.
Por fim, cabe a população começar a enxergar a importância da ciência, e consequentemente cobrar tais ações dos seus governantes que resultam negativamente nesse âmbito, mas antes de tudo, o mais importante é escolher com grande cautela os governantes, pois como dizia o ditado: “É melhor se previnir do que remediar”.