A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 22/02/2021

Durante o período mediévico, popularmente conhecido como “idade das trevas”, houve uma produção de conhecimentos científicos bem limitada, pois a sociedade estava sob influência de uma monarquia absolutista teocrática. As pessoas as quais obtiveram tal conhecimento foram caçadas pela igreja e tratados como pessoas que possuem contato com bruxaria. A partir da baixa idade média, com a chegada da peste bubônica em 1346, foi possível perceber uma grande evolução na ciência, pois apesar de não obterem a cura, os médicos descobriram como se prevenir e se distanciaram do pensamento de Hipócrates de que a doença vinha através do sangue. Com relação a medicina brasileira, pode-se afirmar que está em um  processo semelhante? Veremos.

De acordo com dados da NSF (National Science Foundation), da qual trata-se de uma instituição americana que faz levantamentos de como está o avanço científico em cada país. Os dados evidenciam-se que apesar de o Brasil fazer diversas publicações de artigos científicos, sendo aproximadamente 25 mil pesquisas em 2008 e aproximadamente 60 mil pesquisas em 2018, o Brasil limitou os gastos com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 30% e na e a taxa de fomento a pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico usada para compra de insumos e equipamentos teve corte de 80%.

O Brasil apesar de mostrar ótimos desempenhos em artigos científicos e no ranking de vacinação, ainda sofre com progressos em pesquisas, devido ao fato de que boa parte de recursos na área sofreram cortes expressivos, que levaram o Brasil até o período de Outubro de 2019 a perder aproximadamente 18 mil bolsas. Com relação a questões audiovisuais, o Brasil apresentou um documentário chamado “Brasil Ciência”, o qual tratará de questões como: agências espaciais, laboratórios nacionais de computação e dentre outros.  No que diz respeito a investimentos em pesquisas, o Brasil investe cerca de 1% em pesquisas comparado aos demais países em pesquisa e desenvolvimento, sendo esse metade do percentual médio da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para que haja melhoras nos meios científicos, é necessário que se siga as seguintes orientações: é fundamental que haja um investimento estatais em pesquisas, é de extrema relevância palestras e campanhas que incentivem diversas pessoas a se voluntariarem para os cargos, é fundamental que haja materiais aprovados pelo Ministério da educação (MEC) e dentre outros.