A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 28/02/2021

A idade das trevas, ou idade média, fora nomeada assim pois grande parte do conhecimento foi obscurecido, fazendo com que a sociedade perdesse anos de desenvolvimento científico. Em paralelo a isso, na sociedade contemporânea, a ciência podia acelerar o desenvolvimento social, mas o distanciamento do discurso científico da grande população e o retorno “lento” para o Governo dificultam esse processo.

Primeiramente, observa-se  que o investimento na educação, tanto na básica quanto na superior, foi diminuindo nos últimos anos, segundo o MEC. Isso faz com que os jovens não criem interesse  no meio científico e, consequentemente, gera uma lacuna entre o discurso científico e a população em geral.

Além disso, esta lacuna  aumenta ainda mais quando os investimentos no ensino superior - que é o centro das pesquisas científicas - são ceifados. Como um efeito dominó, a menor quantidade de pesquisadores nas universidades leva à lentidão no progresso da socieadade. E, com a ciência defasada no meio acadêmico, surge no meio social os “garimpeiros” de Facebook e os “pesquisadores” de WhatsApp, que propagam fake news e contribuem para o retrocesso dos trabalhos científicos.

Tendo em vista do discutido, percebe-se que alguns obstáculos atrapalham o papel da ciência no desenvilvimento da sociedade moderna. Para mudar esse cenário, primeiramente, o Governo deve entender que a educação é um “investimento” de longo prazo, mas que gera bases sólidas para o desenvolvimento de um país. Depois disso, o Estado deve criar mais programas de iniciação científica nas universidades e, juntamente com as escolas de ensino básico, tornar o meio científico mais próximo aos alunos. Sendo assim, tem-se, futuramente, jovens movidos pela lógica e uma geração mais ativa no meio científico.