A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 06/03/2021
Com o advento da 4ª Revolução Industrial, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento passaram a ser sinônimos, uma vez que a indústria hodierna usufrui de grandes avanços tecnológicos. No entanto, a realidade nacional é outra, visto que o conhecimento científico não é valorizado devidamente, o que torna o país atrasado no contexto econômico mundial. Nesse sentido, em razão de uma educação deficitária e de uma inoperância estatal, emerge uma situação complexa, a qual precisa ser revertida.
Diante desse cenário, é importante salientar que a baixa qualidade do sistema educacional brasileiro representa um grave retrocesso ao desenvolvimento do país. Nesse viés, consoante Immanuel Kant — um dos principais filósofos da era moderna —, o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe é ensinado. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange à desvalorização científica, percebe-se que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os impasses coletivos, uma vez que não treina os jovens a pensar de forma crítica, o que os tornam despreparados para discutir o tema da involução tecnológica. Assim, não é razoável que a precariedade do ensino permaneça em um país que deseja se tornar desenvolvido.
Ademais, vale destacar que a má atuação do Estado contribui ao desprestígio da ciência. Sob esse ângulo, conforme Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Diante disso, ao se observar a atuação dela no panorâma mundial, nota-se que a ideia de Jobs é verídica, uma vez que, nos países desenvolvidos, como Estados Unidos, a valorização daquela é muito alta. Entretanto, quando se fala de Brasil, a realidade é outra — infelizmente, bem pior —, já que, segundo a revista “Istoé” em 2017, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações recebeu apenas um orçamento de 20% do que lhe era necessário, o que evidencia um governo bastante apático a essa conjuntura. Logo, é indubitável que, enquanto o descaso governamental se mativer, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas do século XXI: a estagnação evolutiva.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, modifique a mentalidade dos estudantes, por intermédio de projetos de iniciação científica, que estimulem os alunos a desenvolver um maior discernimento, a fim de desconstruir a passividade do ensino. Por sua vez, o Congresso Nacional precisa aumentar as verbas destinadas aos estudos tecnológicos, assim como incentivar o público a seguir carreira nessa área, por meio de apresentações com profissionais qualificados nas escolas, com a finalidade de garantir condições favoráveis para o país conseguir acompanhar as evoluções da Indústria 4.0. Dessa forma, espera-se alcançar a ideia de ordem e progesso destacada na bandeira verde-amarela.