A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 11/03/2021
O surgimento de importantes marcos históricos da humanidade, como a teoria gravitacional, a Revolução Científica e a descoberta da penicilina, apresentaram a necessidade da ciência para a progressão da sociedade. Entretanto, em tempos contemporâneos , o estudo científico é desvalorizado no Brasil devido a falta de reconhecimento da população e ao descaso relacionado ao investimento público.
A priori, é possível ressaltar que o constante desacordo entre as ciências e o meio social intensifica a rejeição da evidência científica por parte dos cidadãos. Logo, a alienação idealizada pelo pensador Karl Marx faz-se presente perante a ignorância coletiva exercida pelo povo brasileiro, o que contribui para o retrocesso do desenvolvimento sustentável atrelado a uma qualidade de vida eficiente.
Outrossim, é imperioso destacar que segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), apenas 0,32% dos gastos do Governo Federal hodiernamente são investidos em ciência e tecnologia. Assim, fica explícito que o país emergente não se tornará uma nação desenvolvida em breve, já que a infraestrutura para a potencialidade das pesquisas científicas é escassa.
Depreende-se, portanto, que a ciência é uma área prioritária ao lado da saúde e da educação. Desse modo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve garantir uma ampla quantidade de bolsas de estudo para pesquisadores e criar centros de pesquisa dotados de tecnologias atualizadas, a fim de incentivar o surgimento de inovações que possam ser implantadas com êxito em todas as áreas da sociedade. Além disso, cabe ao Poder Executivo Federal estimular a importância do estudo científico para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país por meio de financiamentos eficazes que priorizem de forma adequada a nova era tecnológica. Nesse âmbito, a ciência nacional poderá adquirir mais independência e visibilidade no cotidiano.