A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 28/03/2021
Segundo dados divulgados pelo site " Ciência Estadão", em 2016, as instituições científicas receberam um investimento muito menor do que o necessário.No contexto brasileiro atual, verifica-se a continuação da desvalorização científica, o que coloca em risco o desenvolvimento social, tendo em vista que a ciência é importante para promover revoluções humanas, como os tratamentos medicinais.Nesse sentido, emerge um problema delicado em virtude da frágil atuação das leis e da base educacional lacunar, sendo fulcral desestruturar esse panorama.
Em primeiro plano, cabe apontar, por parte do Estado, a falta de políticas públicas suficientemente efetivas. A esse respeito, o filósofo John Locke defende que " as leis fizeram-se para os homens e não para as leis". Ou seja, não basta a criação de normas sem uma verificação delas na realidade social. Nessa lógica, é evidente que a legislação vigente, muitas vezes, pouco apoia a valorização da ciência, visto que a precária disponibilização de infraestrutura e, principalmente, investimentos para os estudos científicos demonstra a banalização de tais estudos.Sob esse viés, sem ajuda pública, por conseguinte, ocorre a dificuldade da realização de avanços no campo da ciência, o que compromete toda a sociedade, por exemplo, no combate às doenças, pois há falta de insumos para estudar uma resolução.
Além disso, a formação educacional deficitária também contribui para a perpetuação da problemática.Sob essa lógica, o teólogo Rubem Alves afirma que as escolas podem ser comparadas a gaiolas ou a assas, haja visto que podem proporcionar incompreensão ou libertação.Nessa perspectiva, é nítido que, por vezes, as instituições de ensino não estão cumprindo o seu papel como agentes de formação social e educativa, porque muitos estudantes saem das escolas sem compreender a relevância da ciência, o que possibilita a sua desvalorização.Nesse âmbito, tal cenário de descaso pode ser visualizado na forma com que a escola repassa as informações científicas, geralmente, sem a preocupação em estimular um pensamento autônomo do estudante por meio de debates e palestras sobre a situação atual da ciência.
Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar esse entrave. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação formular uma campanha que mostre o desprezo que o campo científico está sofrendo, com a finalidade de evidenciar a importância dos investimentos, bem como de educar a população sobre essa questão. Isso deve ser feito por meio do relato anônimo de cientistas, relatando grandes invenções que salvaram a humanidade, ainda assim, deve ocorrer a disponibilização dessa campanha em grandes veículos informações, como rádios e televisões. Com efeito, deve-se esperar uma maior consideração pela ciência no País, contrariando os dados do site " Ciência Estadão".