A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 08/04/2021

A ciência, como um importante campo na sociedade, ganhou notoriedade, especialmente, no período renascentista, e a partir daí foi responsável por promover nímios benefícios à população. Pois tal setor além de desenvolver inovações, também foi capaz de formular respostas antes desconhecidas. Na conjuntura hodierna, entretanto, nota-se a desvalorização desse mecanismo tão significativo, tanto por questões estatais, quanto por sociais.

De início, observa-se que a ciência de qualidade, no Brasil, encontra diversos impasses  para ser concretizada, e um deles é o ínfimo investimento governamental para desenvolver esse ramo. Isso aconteçe pelo fato de que as verbas direcionadas não são suficientes para coordenar testes mais avançados, bem como,  faltam centros de pesquisas, e aqueles que são das universidades públicas muitas das vezes não tem estrutura adequada. Com efeito, esse meio  cada vez mais se desvaloriza, contrariando o direito paltado no artigo 218 da  Constituiçaõ Cidadã de 1988, o dever do Estado de incentivar a ciência, pesquisas e inovações.

Além disso, a própria sociedade, dependedora desse setor, não faz o papel de apoiá-lo. Isso porque, ainda hoje, existem estigmas associados às teorias e experimentos científicos, fruto de ideologias errôneas. A exemplo, o matemático Galileu Galiliei, que ao defender que a terra e os demais planetas giram em torno do sol, foi duramente criticado e perseguido pela Igreja Católica. Esse cenário ocorre de maneira semelhante, atualmente, de forma  que a maioria da população não têm apreço por esse campo e criticam, muitas vezes, por não conhecer a importância dessa ferramenta, potencializando essa problemática.

Portanto, conclui-se, que é de suma necessidade a valorização científica no Brasil. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve direcionar maiores verbas e materiais para universidades e centros de pesquisas por todo o país e também disponibilizar orçamentos para pesquisas futuras, por meio da criação de uma plano nacional científico, a fim de estimular cientístas e extínguir a desvalorização. Concomitantemente, o Ministério da Educação, junto às escolas, precisa apresentar palestras com profissionais sobre a relevância desse âmbito, com a finalidade de desconstruir preconceitos e incentivar os alunos.