A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 10/04/2021

Na sociedade contemporânea, é notória a influência que as tecnologias, desenvolvidas a partir da ciência, possuem sobre o ser humano. Em analogia, em um país desenvolvido como o Brasil, ironicamente, tem deixado à mercê estes métodos de expansão de conhecimentos, no qual não há uma plena valorização. Dessa forma, é imprescindível que haja a discussão sobre a falta de investimentos na ciência brasileira, intensificado tanto pela ausência de verbas, como pela precariedade de incentivos direcionados a tais setores.

Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica de busca pelo desenvolvimento, sobretudo o econômico, conservou-se nos dias atuais e perpetuou a criação de aparatos tecnológicos utilizando-se da ciência. Em vista disso, a Corrida Espacial, disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União Soviética, é um exemplo dos avanços, mesmo em contexto conflituoso, proporcionado pelo conhecimento humano e utilizado para fins benéficos a este. Entretanto, é inevitável dizer que, mesmo diante de sua importância, os setores científicos não são valorizados no Brasil, haja vista à falta de verbas concebidas a esta área. Nesse viés, mostram-se essenciais medidas que reverta tal cenário, uma vez que o conhecimento obtido pela sociedade é advindo dos saberes reconhecidos pela ciência.

Em segunda análise, a ausência de incentivos nacionais desencadeia a impossibilidade de uma maior atuação da ciência no país. Dessa maneira, projetos como o “Amazônia 1” – primeiro satélite feito totalmente no Brasil e posto em órbita em 2021 – tornam-se escassos pois fins técnicos sociais, mesmo diante de uma realidade pandêmica, na qual há a necessidade de auxílios científicos na procura por uma cura, ainda não possuem, de fato, incentivos como deveriam. Destarte, ideias que contém capacidades de atuar positivamente no meio comum são, muitas vezes, reprimidas e colocadas à margem dos interesses governamentais. Sendo assim, conclui-se que tal problemática urge intervenções.

Por fim, diante dos argumentos supracitados, é indispensável uma mudança de pensamento. Logo, o Governo Federal – principal órgão representativo da população – deve intervir, de forma direta, na concessão de maiores verbas destinada ao ramo científico e incentivar, desde a infância, tais setores. Essas medidas devem ser tomadas por meio de leis eficazes e legítimas, para que haja a plena valorização da ciência brasileira. Somente assim, pode-se romper com o pensamento da Corrida Espacial no que se refere essencialmente à competitividade para se criar algo tecnológico e, de forma exímia, aumentar projetos como o Amazônia 1 no Brasil.