A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 24/04/2021

A Revolução Verde, iniciada na segunda metade do século XX, consistiu no implemento de inovações tecnológicas no setor agrícola. Dessa forma, devido às novas tecnologias envolvidas, obteve-se maior rendimento na produção. Apesar da importância da ciência evidenciada históricamente como na Revolução Verde, seu desenvolvimento é negligenciado constantemente pelo Estado, tendo em vista recentes cortes de verba dessa área, o que leva entre outros problemas, à fuga de cérebros.

Segundo o artigo 218 da Constituição Federal de 1988, o Estado é responsável por promover e incentiver o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação. Entretanto, em abril de 2019 foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) o contigenciamento de  30% da verba às universidades públicas -fontes de pesquisa e desenvolvimento tecnológico no Brasil-, o que leva aos cientistas buscarem outras formas de prosseguirem seus projetos.

Com a limitação de verbas no Brasil, e o alto investimento em tecnologia em outros países, muitos vêm como única opção emigrar para outros países para concluir o desenvolvimento de suas inovações. Esta prática leva para outro estado o crédito e benefícios de seus resultados, mesmo q desenvolvidas por cientistas brasileiros, fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”, que é totalmente prejudicial à nação e deve ser erradicado.

Diante do exposto, mostra-se necessário intervenções para a mudança dessa problemática, por isso, cabe ao Ministério da educação promover a difusão científica por meio da criação de novos programas de bolsas para o desenvolvimento tecnológico com o objetivo de atenuar a fuga de cérebros que ocorre atualmente e permitir que a tecnologia brasileira permaneça em seu território.