A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Segundo Augusto Comte, fundador do Positivismo, só é possível definir o grau de desenvolvimento de uma sociedade ao se analisar seu desenvolvimento tecnológico. De maneira análoga a isso, a crescente desvalorização da ciência e as consequências para a sociedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de investimento governamental e a má influência midiática.
Deve-se destacar, de início a falta de investimento governamental como um dos complicadores do problema. Nesse sentido segundo Roseeau, na obra “Contrato Social”, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que a crescente desvalorização da ciência e as suas consequências para a sociedade rompem com as defesas do filosofo iluminista, uma vez que. Dessa forma, é inaceitável que em pleno século XXI o governo não invista na ciência.
Ademais, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Não trazendo a valorização necessária da ciência para a sociedade.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir a crescente desvalorização da ciência e as suas consequências para a sociedade. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações promover divulgações para a criação de campanhas, por meio das redes sociais buscando o incentivo financeiro de empresas privadas afim de que tenha uma garantia de uma estrutura qualificada para os profissionais desenvolverem a ciência. Isso, consequentemente acarretará uma diminuição da saída dos profissionais para outros países. Somente dessa maneira será possível a valorização necessária que os profissionais e a ciência merece.