A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 20/04/2021
O filme britânico Radioactive narra a história da química Marie Curie e os obstacúlos enfrentados para a consolidação das produções científicas, evidenciando a falta de incentivo. Sob essa perspectiva, fora da ficção, a realidade é semelhante, uma vez que no Brasil há desafios para fortificar as pesquisas cientificistas, principalmente no cenário de pandemia atual. Dessa forma, a carência de investimento estatais aliado com a descrença populacional impulsionam o contexto de desvalorização desse importante instrumento de estudo, necessitando romper essas brarreiras.
Mormente, no ano de 2016 foi sancionado o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação com o objetivo de promover ações de fortificar os estudos e o desenvolvimento tecnológico no território nacional. No entanto, na prática essa lei não é efetivida plenamente, em razão da desvalorização da ciência, a qual não possui investimentos maciços, vistos principalmente na atual conjuntura da corrida pela vacina do Covid-19. Desse modo, torna-se fundamental a importância das pesquisas no combate a doenças e levantando o debate acerca da necessidade de avançar nessa aréa, produzindo benefícios em todos os âmbitos sociais.
Ademais, a descrença populaciona reforça o desprestígio na aréa científica, pois o excesso de questionamentos e o senso comum ocasionam prejuízos ao desenvolvimento tecnológico. Segundo o renomado físico Thomas Kuhn afirmou que a ciência amplia de acordo com o investimento recebido e com o cenário vivido, sendo essencial o auxílio mútuo. Sendo assim, a investigação e o estudo são essenciais para a resolução de problemáticas de doenças e ambientais, mas ainda não há o incentivo estatal e nas instituições educacionais, a fim de expandir os estudos e evitar as barreiras semelhantes ao filme Radioactive. Logo, observa-se que o contexto da pandemia reforçou as dificuldades enfrentadas para consolidar os trabalhos para o crescimento da nação.
Dessarte, a não valorização das pesquisas cientificistas acarretam danos a diversos âmbitos da sociedade civil, principamento na economia e educação. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei baseado no subsídios governamentais para as instituições de estudos, além da aplicação do Marco Legal do ano de 2016, por meio de ações de incentivo na infraestrutura e de bolsas de estudos para os novos cientistas, os quais tenham todo apoio estatal e divulgação a população, garantindo ampliação dos conhecimentos a todos. Por fim, essas medidas têm o intuito de assegurar o crescimento nacional e o fim da atual conjuntura de desconhecimento e senso comum.