A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/05/2021
Albert Einstein, célebre físico do século XX, revolucionou o mundo com a sua aclamada Teoria da Relatividade, cuja contribuição à ciência propiciou ao ser humano uma elucidação acerca da dinâmica do espaço-tempo. Assim, mediante Einstein, é possível perceber que, sem a ciência, a sociedade se encontraria em inércia e tampouco evoluiria. No entanto, por mais importante que seja esse ramo, evidencia-se, hoje, uma constante desvalorização, principalmente no Brasil. Sob esse viés, urge uma análise das causas: a ausência de investimentos estatais na área científica e o descrédito da população.
Diante desse cenário, é possível observar que ausência de investimentos estatais possui íntima relação com o problema. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 - documento situado no topo do ordenamento jurídico -, no artigo 218, assegura que é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento da ciência, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação. As autoridades, todavia, não vão ao encontro da prerrogativa, visto que possuem um papel inerte e ignoram ações que poderiam resolver o óbice, como a criação de novas instituições de ensino especializadas. Logo, tal inobservância inviabiliza a dissolução dessa conjuntura inadmissível.
Faz-se oportuno, sob um segundo olhar, defender o descrédito da ciência por parte da população como coadjuvante no agravamento do imbróglio. Acerca disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup revelou que, em 2019, apenas 37% dos brasileiros confiavam nos estudos científicos. Tal questão, portanto, possui como efeito boatos e questionamentos, que vão desde a insegurança ao tomar vacinas até a ineficácia de medicamentos, o que é inaceitável e mostra a necessidade de um recurso capaz de solucionar o impasse.
Em suma, atenuar os desafios relacionados à desvalorização da ciência no Brasil é fundamental. Logo, o Governo, no papel do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) - responsável aproximar o setor industrial do conhecimento científico -, por meio da ampliação de aplicações financeiras, deve estimular o aumento de instituições de ensino especializadas, a fim de elevar o número de cientistas, cumprindo o direito constitucional. Além disso, cabe a mídia - órgão encarregado de veicular as modificações sociais -, por meio de campanhas socioeducativas, deve informar as pessoas sobre a importância da ciência na sociedade, com fito de amenizar esse desprestígio na sociedade brasileira. Espera-se, com essas medidas, revolucionar o corpo social, assim Einsten.