A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 25/05/2021
Durante a animação Castlevania, a personagem Lisa Tepes buscava sempre aprender, por meio da ciência, maneiras de ajudar as pessoas, ato esse que foi condenado por todos a sua volta e julgado de demoníaco. Assim como na animação, inúmeros cientistas brasileiros passam por dificuldades, uma vez que o descaso à pesquisa científica é cada vez mais presente no país. Desse modo, a problemática permanece devido ao corte de investimentos na área de estudo científico, o que acarreta graves consequências no país.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de investimentos em ciência e tecnologia é uma das principais causas da desvalorização dos estudos científicos. Marie Curie, primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel, passou por diversas dificuldades e, entre elas, a falta de investimentos foi uma das que mais dificultaram os seus estudos. Assim como a física polonesa, muitos cientistas passam por diversas dificuldades devido à escassez de dinheiro em suas instituições. De acordo com os dados da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a cada cem reais gastos pelo governo federal, apenas 32 centavos são encaminhados para ciência e tecnologia. Dessa forma, não há material, estrutura e nem mesmo renda para que o indivíduo possa trabalhar e continuar com suas pesquisas.
Ademais, é importante analisar as consequências ocasionadas pela falta desenvolvimento no estudo científico no país. Segundo o filósofo Francis Bacon, um grande amante do progresso industrial, a tecnologia não serve somente para aumentar o conhecimento, mas para melhorar a vida do homem na terra. Assim, para o desenvolvimento de qualquer Estado, faz-se necessário o uso do estudo científico e da tecnologia, uma vez que esses permitem o desenvolvimento econômico e social. Logo, é urgente que essa profissão seja reconhecida pela sociedade, assim como o produto dos seus trabalhos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. O governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, deve reformular a distribuição do orçamento, destinando um maior percentual no estudo científico. Assim, é essencial que esse dinheiro seja investido na estrutura das instituições, na compra do material e na subsistência dos estudantes e trabalhadores da área. Dessa maneira, mais pessoas estarão motivadas a progredir no estudo e no crescimento da tecnologia, contribuindo, portanto, no avanço econômico e social do país. Espera-se, com essas medidas, que o desenvolvimento da ciência seja uma realidade no Brasil.