A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 08/06/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado promover a educação e a ciência à população brasileira. No entanto, não é o que ocorre na prática, principalmente, em relação à ciência, a qual sofre uma constante desvalorização no Brasil. Nessa perspectiva, observa-se que essa problemática possui origem na negligência estamental, bem como na indiferença da população.
Em primeira análise, o descaso governamental intensifica essa desvalorização, visto que ele é o responsável pelo investimento e não cumpre o seu dever. Primeiramente, segundo o jornal Estadão, a Coordenação de Aperfeiçoamente de Pessoal de Nível Superior (Capes) perdeu aproximadamente 25% dos recursos nos últimos 5 anos, o que corrobora a negligência por parte do Estado em relação à valorização da ciência brasileira. Dessa forma, as pesquisas científicas, no Brasil, ficam paralizadas ou nem inciam, fazendo com que a pátria brasileira se torne dependente de outros países desenvolvidos, já que sem ciência não é possível obter vacinas, remédios e avanço na agricultura. Assim, o investimento na ciência é essencial para a sua valorização.
Por conseguinte, o descaso do governo com a ciência brasileira gera a falta de interesse por parte da população, o que acentua a sua desvalorização. A princípio, não há uma ampla divulgação da ciência e, quando há, a linguagem não é acessível e democrática, o que leva ao desinteresse social. A partir disso, destaca-se que a formação de divulgadores científicos está sendo sucateada, visto que há pouco investimento por parte do governo. Nesse viés, o filósofo francês Michel Foucault afirma que alguns assuntos são silenciados na sociedade com objetivos claros, o que corrobora o processo de descaso do governo, já que se houver maior interesse por parte da população, haverá mais reivindicação para atender as necessidades do progresso científico. Dessa forma, é preciso que a sociedade seja incitada a participar e se engajar da ciência.
Fica evidente, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática. Logo, cabe ao Poder Público investir em recursos na divulgação científica, por meio de propagandas e artigos com uma linguagem mais democrática a todos, com a difusão, principalmente, nas escolas, para que haja uma maior valorização do cientista por parte da população, bem como a visão de que produzir ciência é uma boa escolha. Sendo assim, o Brasil poderá garantir na prática o que está determinado na Carta Magna.