A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 10/06/2021
O educador - e filósofo - brasileiro Paulo Freire acredita que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, evidenciando como essa troca se dá em uma via de mão dupla. Partindo-se então dessa premissa, pode-se entender que a falta de investimento e incentivo nos jovens e em suas pesquisas nas diversas áreas científicas, gerará a longo prazo o sucateamento total da ciência e a falta de interesse em pesquisa, deixando o país cada vez mais dependente dos conhecimentos estrangeiros.
A princípio, é necessário entender a urgência de se aumentar o investimento na educação desde a fase primária, no início da formação das mentes dos futuros cientistas. É comprovado através de diversas metodologias de educação (como a Waldorf e a Montessori, por exemplo) que o incentivo às descobertas e o respeito ao tempo de cada um, na primeira infância, reverbera no adulto que essa pessoa se tornará. Assim, investindo em todas as etapas da educação formal, ao longo do tempo o sistema estará formando adultos cada vez mais competentes e interessados na ciência.
Ademais, outro problema na democratização da ciência no Brasil é a elitização do conhecimento, que se intensifica com a forma como os estudos são divulgados: através de artigos com linguagem robusta e refinada, tornando-os inacessíveis ao público leigo. Uma forma de difundirmos o conhecimento é criando oficinas, como acontece a UFMG Jovem, que busca expor, divulgar e tornar públicas as pesquisas realizadas na Universidade.
Dessa forma, torna-se essencial que o presidente da república, juntamente com representantes do MEC, estabeleça políticas de acesso ao conhecimento a todas as camadas da sociedade, bem como formas de modificações e modernizações do sistema de ensino atual.