A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 29/06/2021
Durante a Idade Média, ocorreu um período denominado “Era das Trevas”, em que a ciência e a filosofia foram fortemente reprimidas, o que caracterizou uma estagnação no avanço científico. De forma análoga, o Brasil se encontra em um estado desanimador quando se trata de pesquisa, com cortes de verbas recorrentes que comprometem bolsas de estudo e a estrutura dos laboratórios das universidades públicas. Aliado a esses fatores, uma crescente cultura de negacionismo da ciência cresce no país, o que diminui a perspectiva de melhora no setor científico.
Dessa forma, os efeitos da desvalorização da ciência podem ser observados de forma evidente na atual crise sanitária de coronavírus do país. São exemplos, necessidade de exportação de equipamento hospitalar, vacinas e testes de covid-19 em virtude da escassa produção interna, causada por sua vez, pelo desenvolvimento nacional científico insuficiente das últimas décadas.
Diante desse cenário, o imediato aumento em pesquisa científica ainda poderia não ser o suficiente para trazer uma mudança concreta no cenário atual do país. Isto pois, uma cobrança constante vinda da população se faz necessária para que as mudanças ocorridas se mantenham a longo prazo. Afinal, é justamente por uma falta de interferência no que está acontecendo que a situação atual existe.
Diante desses aspectos, a resposta para solucionar a problemática da crescente desvalorização e negacionismo da ciência no Brasil mora na educação. Em congruência com a afirmação de Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, uma solução que vise permitir a população brasileira aprender como a ciência se relaciona diretamente com o aumento da qualidade de vida do país, é o que garantirá grandes mudanças para o futuro da ciência no Brasil.
Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações fazer um replanejamento orçamentário que vise o aumento de envio de verbas direcionado para a execução de duas funções, a primeira, aumento de bolsas de pesquisa, a segunda, financiamento de campanhas educacionais que visem ensinar sobre o papel da ciência para a sociedade. Estas campanhas devem ser executadas de forma que mostrem o processo da ciência desde a pesquisa laboratorial até sua influência na rotina das pessoas, na economia do país e no futuro da qualidade de vida das futuras geração. A campanha deve ser executada em: escolas públicas com didáticas que correspondam com a idade dos jovens; e em forma de propaganda televisiva para atingir pessoas diversas idades. Todos esses aspectos coexistindo com a finalidade de resolver a problemática da crescente descrença no pensamento científico no Brasil.