A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 05/07/2021

Durante o iluminismo, revoluções científicas trouxeram ideias sobre cálculos, teoria atômica e gravidade. Sob essa ótica, vê-se que a ciência tem a capacidade de transformar os pensamentos presentes no intelecto das pessoas, de modo a possibilitar mudar o futuro do mundo, justamente por esse potencial cognitivo, a sua existência é muito relevante. É prudente apontar, diante disso, a necessidade de mais investimento e equiparidade de capital entre o Governo e a “concentração de cérebros” no país, para que assim o Brasil se desenvolva.

Em primeira análise, é importante destacar como essa desvalorização afeta o país. Nessa perspectiva, segundo Carl Sagan, cientista e astrofísico norte-americano, “Vivemos em uma sociedade extraordinariamente dependente da ciência e tecnologia, em que quase ninguem sabe nada sobre ciência e tecnologia”. De maneira análoga, tem-se a redução nos investimentos públicos na área da ciência, além da dificuldade de conseguir bolsas e financiamentos para pós-graduação dos pesquisadores, que poderão beneficiar a sociedade, como a criação de novos remédios, agricultura desenvolvida e bem como a economia.

Outrossim, a falta de informação sobre a importância da área e trabalho dos cientistas promovem uma maior desvalorização. De acordo com a ONU, os avanços na medicina e agricultura salvaram mais vidas do que foram perdidas em todas as guerras da história. Contudo, é comum que parte da sociedade brasileira não perceba a importância da ciência, uma vez que as ideias a cerca dos benefícios que ela traz não são difundidas, mostrando seus benefícios para a nação.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para valorização da ciência no Brasil. Sendo assim, cabe ao Governo Federal-orgão responsável pelo bem-estar social- junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia por meio da equidade da distribuição de renda,desconcentrar a renda estatal de certos orgãos, como da Câmara de Deputados e do Poder Judiciário, para que essa verba possa ser destinada a novos projetos científicos e, assim, valorizar os cientistas nacionais. Cabe também ao Ministério da Educação, patrocinar pesquisas dentro das universidades, proporcionando apoio para os estudantes tornarem cientistas dentro do próprio país. Assim, poderemos ter avanços na ciência e evitaremos a “fuga de cérebros”.