A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 20/08/2021
Vacinas, produtos, tecnologias, descobertas. Diversas são as contribuições da ciência para a sociedade. Todavia, atualmente, trata-se de uma área cada vez mais desvalorizada, seja pela ignorância pública, seja pelo desincentivo governamental. Desse modo, esses enormes e importantes avanços são, inaceitavelmente, negligenciados e impedidos de contribuir com a população em geral, urgindo mudanças contra essa conjuntura.
Em primeiro plano, é necessário abordar como a desinformação social contribui com a depreciação desse âmbito. Nesse contexto, segundo o filósofo Sócrates: “existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”. Em suma, a recorrente propagação de dados enganosos - chamadas Fake News - promove a maléfica desinformação, distorcendo os fatos confirmados cientificamente. Assim, o potencial de ensino e de progresso das pesquisas - o bem - é desrespeitado, o que torna o povo cada vez mais irracional e intolerante - o mal.
Outrossim, vale salientar a desatenção do governo quanto a esses fundamentais experimentos e estudos. Sob essa ótica, de acordo com o jornal El País, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) perderá 34% de sua verba anual em 2021. Isso retrata uma grave situação, pois são demandados bilhões para que seja possível o progresso científico do país. Logo, sem apoio, esses avanços ficarão atrasados, o que é uma grande preocupação, haja vista a exponencial relevância deles. Então, urgem soluções para esse inviável cenário.
Dessarte, a fim de melhorar a valorização da ciência no Brasil, cabe às mídias sociais - Facebook, Instagram e Twitter - reconhecer e promover publicamente a importância dela. Isso pode ser feito por meio de publicações que expliquem o perigo das Fake News e a urgência de um auxílio governamental para essa esfera, a qual visa a ascenção do bem-estar público a partir das inovações. Dessa forma, serão gerados cidadãos racionais e que pressionem o Estado a investir nesse indispensável setor.