A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 06/09/2021
Policarpo Quaresma - personagem literário da obra de Lima Barreto - idealizava um Brasil utópico e isento de problemas. Em contrapartida a esse pensamento, vê-se um Brasil com um baixo destino de verbas em conhecimento, acarretando diretamente a desvalorização da ciência no país, que é dado tanto pelo decréscimo de investimentos na área, quanto pelo desconhecimento populacional acerca dos benefícios trazidos pela ciência.
Em primeiro lugar, vale salientar que a valorização científica em um país corrobora diretamente para o seu desenvolvimento. Contudo, o baixo investimento nas instituições que promovem o desenvolvimento dos profissionais, perpetuam para a acentuação do problema. Conforme o veículo de comunicação “Isto é”, o Brasil contou com um recurso 80% menor que o necessário para a manutenção da ciência no ano de 2017. Dessa forma, o desinteresse em demasia da socidade é validado pela desvalorização nacional da ciência.
Consequentemente, com o déficit de profissionais somados ao baixo investimento na área que abrange a ciência, evidencia-se a dificuldade de crescimento do país como um todo. Desde a Idade Média, a humanidade prioriza o conhecimento, pois isso a beneficia diretamente. Naquele tempo, utilizavam a ciência para produzir armas, já nos dias atuais, utilizam para promover a saúde, seja por meio de vacinas ou produção de medicamentos para novas doenças. Com isso, os países que promovem as descobertas, mostram para a população a importância da profissão gerando busca pela área correspondente a ciência.
Em síntese, faz-se necessário que a União direcione a atenção para a realidade ignóbil instaurada no país. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas estatais, crie um programa de incentivo nacional á ciência, somados a palestras para ilustrar os benefícios das inovações científicas. Destarte, tanto a educação quanto a economia serão promovidas, trazendo parte da idealização de Quaresma para a sociedade.