A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 03/09/2021
No século XVIII, o ideal ilumista corroborava a concepção de que o racionalismo e a ciência são essenciais no desenvolvimento da sociedade. Entretanto, no Brasil, o meio científico se encontra em abundante desvalorização. Isso se evidencia, nos cortes de orçamento em consonância com a falta de apoio popular nessa área. Dessa forma, cabe então, analisarmos as causas da problemática, a fim de encontrar soluções que alterem esse cenário.
Em primeiro lugar, os avanços científicos e tecnológicos são de suma importância para o desenvolvimento do país. Não só na área médica, com a criação de remédios, mas também na agricultura, o que nos remete a Revolução Verde e seus avanços na produção. Ademais, o avanço na tecnologia contribui na industrialização e ajudaria o Brasil a superar a sua dependência econômica de países desenvolvidos. No entanto, mesmo tendo em vista os benefícios supracitados, houve um corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), o que acarretou a Marcha pela Ciência em SP, com o objetivo de adquirir o investimento necessário.
Outro ponto a se ressaltar como a falta de notoriedade contribui para a permanência desse quadro. A importância da ciência é pouco discutida no Brasil, o que gera o desinteresse na população. Além disso, o sistema educacional não estimula os alunos a buscarem novas descobertas, o que se torna um entrave no surgimento de cientistas. Tendo o exposto em vista, fica evidente a necessidade de medidas, a fim de valorizar essa área tão importante no desenvolvimento do país.
Primordialmente, o governo deve atuar com financiamento necessário e investir na criação de novos Institutos de Pesquisa, com intuito de expandir os avanços. As escolas, por sua vez, devem debater a importância da ciência, por meio de palestrar, e aderir formas didáticas, que influenciem o interesse dos alunos nesse ramo. Só assim, com orçamento justo e valorização popular, o Brasil será capaz de culminar os países desenvolvidos.