A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 04/09/2021

A partir da Segunda Guerra Mundial muitos países despertaram para a importância da pesquisa científica devido aos avanços tecnológicos e farmacêuticos. À vista disso, em 1951, no Brasil, foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq)  – considerado a Lei Áurea de Pesquisa no Brasil, objetivando o fomento à ciência. Todavia tal prerrogativa não tem se reverberado com eficácia no atual cenário brasileiro, uma vez que há retrocesso e a desvalorização do trabalho científico.

Em primeiro plano, a existência de bloqueios orçamentários para Institutos de Ciência têm fragilizado o progresso tecnológico no país. A esse respeito, Thomas Jefferson  – terceiro presidente dos Estados Unidos e principal autor da declaração de independência – afirmou que a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Ocorre que as autoridades públicas mostram-se incapazes de aplicar o direito ao desenvolvimento científico, já que frequentemente esse setor é subjugado a cortes e a bloqueios de recursos para as principais agências de bolsas estudantis, especializações  e de inovação tecnológica. Assim, enquanto a falta de verbas para a ciência for regra, o país será obrigado a conviver com um dos maiores desafios: o retrocesso científico.

Em detrimento a essa questão, a desvalorização da ciência estimula a alienação da sociedade em reconhecer os cientistas e o produto do seu trabalho. Nesse viés, de acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação. No entanto, a idéia dos iluministas se mostra distante da realidade brasileira, visto que o serviço da ciência incorporado à vida dos cidadãos no que tange a melhoria da qualidade de vida, no progresso tecnológico não são difundidos e ensinados, assim negligenciando a dedicação desses profissionais.

Há de se combater, portanto, a perpetuação do descaso da ciência no Brasil. Desse modo, cabe ao Poder Executivo – responsável pela elaboração do orçamento anual – destinar um aumento de verbas e de recursos para as agências de pesquisa, a exemplo: do CNPq, de forma que garanta os direitos do ensino e do desenvolvimento científico. Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com os meios televisivos deve difundir por intermédio de campanhas publicitárias o valor do cientista e no interesse no saber de que a ciência está presente na vida de todos os brasileiros.