A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 10/09/2021

A Constituição Federal de 1888 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- assegura a todos o desenvolvimento nacional. Entretanto, é notório que a desvalorização e o escasso investimento em ciência e tecnologia impede que os indivíduos não experimentem esse direito na prática. Nesse sentido, a involução tecnológica e o exôdo científico são efeitos negativos a serem modificados, sob pena de prejuízos à nação.

Em primeiro plano, o baixo fomento à pesquisa dificulta o desenvolvimento nacional. Dessa maneira, desde a Terceira Revolução Industrial houve o surgimento de tecnopólos com objetivo de dedicar-se a produção de conhecimento e criação de tecnologias, a exemplo de carros elétricos e inversores de energia de baixo custo. No entanto, o funcionamento deficitário dos centros de desenvolvimento, em razão ao corte orçamentário, impede a continuidade de estudos que levaram anos de prática, o que dificulta o trabalho dos cientistas e impossibilita o surgimento de ferramentas revolucionárias. Assim, mesmo mirando ser uma nação desenvolvida, o Brasil ainda é indiferente ao propósito da ciência.

Ademais, não há suporte para manter os pesquisadores no Brasil. Isso pode ser ilustrado pelo conceito da sociologia norte-americana “Brain Drain”, que consiste na saída de pesquisadores de uma nação em busca de melhores condições de trabalho - impedindo a alavancagem do seu próprio país. Todavia, enquanto o baixo fomento aos cientistas se mantiver, o Brasil  será subjugado a um dos maiores obstáculos ao progesso nacional: o êxodo científico.

Em suma, é necessário minimizar os efeitos da desvalorização da ciência. Portanto, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), com apoio do Ministério Público, deve solicitar ao Poder Legislativo a liberação de recursos necessários para pesquisas e laboratórios, por meio de petições públicas oficiais, realizadas com o auxílio das mídias, a fim de que a situação se torne adequada ao estudo dos pesquisadores, como ocorre nas outras nações, que diferente do Brasil, tratam a ciência como prioridade.