A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 22/09/2021
“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo ”. Tal citação do filósofo Confúcio faz alusão a Revolução Industrial, pois esse movimento foi imprescindível para impulsionar a ciência e a tecnologia, que são de suma importância para saúde, contudo, tais estão sendo negligenciadas na contemporaneidade. Nesse sentido, o desenvolvimento da medicina está sendo sucumbido, lamentavelmente, em virtude de movimentos anti-intelectuais e da insuficiência legislativa.
Convém ressaltar, a princípios que movimentos, como o antivacina, contribuem para o retrocesso da área de saúde. Nesse viés, de acordo com filósofo Pierre Lévy: vivemos em uma sociedade “hiperconectada”, corroborando para essas disseminações equivocadas, que causam desinformação e perda da credibilidade científica. Desse modo, a OMS deve cercear essa situação, tendo em vista suas consequências para a medicina, referenciando a teoria da coesão social de Durkheim, pois se instituição não realizar seu papel o “corpo biológico” não ficará em harmonia.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a insuficiência legislativa, tendo em vista que as leis não asseguram uma inovação importante. Nesse contexto, remete à Hannah Arendt “De nada vale uma lei, uma norma, se não é cumprida”, pois essa ineficiência culminada com as crises evitativas potencializadas pela pandemia, estagnam o desenvolvimento das tecnologias que são essenciais na medicina. Logo, esse avanço fica refém de legislações que não incentiva a ciência, refletindo essa situação na sociedade.
Portanto, tendo em vista a importância da tecnologia, ciência e suas inovações para a saúde, as mudanças devem ser feitas. Assim, faz-se necessário que a OMS garanta o desenvolvimento dessas áreas essenciais, por meio de leis solidas e severas, além de cercear movimentos anti-intelectuais, em redes socias de alto alcance como o instagram, a fim de retificar a ciência, tecnologia e inovação como um dos pilares para o desenvolvimento da medicina. Assim, talvez, as pessoas entendam a importância do passado para compreender o presente.