A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 21/10/2021

Vacinas, remédios, internet. Essas são algumas invenções advindas do avanço da ciência, que contribuíram para uma melhor qualidade de vida para a população e permitiram o progresso tecnológico. Então, o conhecimento científico é de extrema importância para uma nação que queira se desenvolver, por isso, é preciso combater a desvalorização dessa área devido à educação que não estimula o senso crítico dos jovens e à diminuição das verbas para as universidades públicas.

Diante disso, em “Pedagogia do Oprimido”, o filósofo brasileiro Paulo Freire escreve que um ensino horizontal, no qual professores e alunos compartilham seus conhecimentos, possibilita uma mentalidade questionadora e desenvolve o senso crítico do jovem. Dessa forma, sem essa abertura para o debate, as pessoas se limitam e não atingem seu total potencial, por pensarem que suas ideias não são boas o suficiente e por não serem desafiados. Com isso, uma educação com as bases na teoria de Freire seria extremamente proveitosa para o Brasil, já que ela estimularia o crescimento pessoal e intelectual e, ainda, valorizaria a ciência.

Ademais, um país não forma profissionais competentes e que possibilitem a sua modernização, sem faculdades preparadas para atender esse público. Entretanto, segundo o G1, o orçamento disponível para as universidades federais está diminuindo, quase que todos os anos, desde 2015. Ou seja, essas instituições públicas estão sendo colocadas em segundo plano, o que dificulta a realização de projetos e pesquisas que ocorrem nos laboratórios do campus, como as para estudar o novo coronavírus e as formas de proteger a população dele. Logo, o sucateamento dessas faculdades é resultado direto da desvalorização da ciência e precisa ser solucionado, ou a sociedade brasileira sofrerá as consequências do regresso tecnológico, como um atraso na área da saúde e no desenvolvimento da nação.

Portanto, os colégios devem modificar, gradativamente, seus modelos de ensino para um que estimule o senso crítico dos estudantes, por meio de incentivos aos jovens a participar em olimpíadas escolares, nas mais diversas áreas, e a contribuir com suas ideias em trabalhos e projetos, estimulando a criatividade. Além de que, parte do imposto arrecadado de empresas tecnológicas deve ser investida no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a fim de financiar as universidades federais. A partir disso, a ciência será realmente valorizada e mais cidadãos estarão preparados para seguir uma profissão nesse ramo. Por fim, essas medidas possibilitarão o progresso do Brasil.