A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 27/10/2021
De acordo com o artigo primeiro da Constituição de 1988, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a cidadania. Entretanto, a depreciação do conhecimento no país evidencia que os direitos previstos no dispositivo constitucional não estão sendo cumpridos. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o baixo investimento, bem como a dificuldade no desenvolvimento das tecnologias.
Convém ressaltar, nesse contexto, que a pesquisa brasileira é considerada resiliente por crescer enquanto sua verba diminui. Nessa perspectiva, de acordo com o portal da revista Veja, a União investiu apenas 120 milhões em pesquisas sobre o coronavírus, e o Brasil acabou sendo uma das nações que mais publicou sobre o tema. Sob tal perspectiva, percebe-se que existe um grande potencial para crescimento e evolução, haja vista o resultado satisfatório nos trabalhos sobre o vírus, quando nem a metade do capital previsto fora aplicado.
Outrossim, devido a pouca quantidade de fundos empregados nas teses, os obstáculos para transformá-las em produto tecnológico e beneficiar a população crescem. Nesse âmbito, conforme o Jornal da USP, a porcentagem do Erário garantida para as bolsas de pesquisa do CNPq em 2021 custeiam apenas 4 meses de auxílio. Sob tal ótica, com a falta de divícias, o desenvolvimento dos frutos das teses ficam prejudicados e, por consequência, a possibilidade de melhoria na vivência dos indivíduos não acontece. Como desdobramento, o dever do Estado de zelar pelo bem-estar do cidadão é afetado.
Portanto, a fim de valorizar a ciência no Brasil, o Governo Federal deve aumentar o orçamento previsto para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação até que atinja 1,5% do PIB do país, por meio de redirecionamento de impostos. Essa ação deve ser feita com apoio do Congresso Nacional para possibilitar o direcionamento de recursos à pesquisa e desenvolvimento científico.