A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 11/11/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que a ciência ainda é desvalorizada no Brasil. Decerto, esse impasse se dá pela negligência governamental e pela passividade das escolas.

Diante desse cenário, pode-se destacar a escassez de medidas estatais com intuito de valorizar a ciência como um dos agentes que tonifica o entrave. À luz dessa perspectiva, segundo com Jonh Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para resolução de todos problemas sociais. Entretanto, nota-se que tal pensamento não é posto em prática, visto que o poder público pouco investe em medidas que visa valorizar e informar a população sobre a importância da ciência para sociedade, tais como companhas e debates, que poderiam ser propagados pelos veículos midiáticos- redes televisivas e cibernéticas- em horários nobres, ao qual esses teriam mais visibilidade. Dessa forma, a insuficiência das entidades governamentais corrobora para a problemática presente no Brasil.

Outrossim, vale ressaltar negligência das escolas sobre a necessidade da ciência para população como um dos vetores que favorece para essa desvalorização. Nesse sentido, de acordo com Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e segregação. Sob essa ótica, fica evidente que as instituições escolares têm papel fundamental na formação cidadão e educacional na vida dos seus discentes. Sendo assim, a falta de aulas e palestras- ministradas por cientistas- em redes de ensino demostrando aos alunos a necessidade de valorizar e contribuir para os avanços da ciência faz com que as escolas atuem como “gaiolas”, ou seja, contribuindo com o impasse. Desse modo, é imprescindível que os órgãos responsáveis busquem alternativas a fim de mitigar o problema.

Dessa maneira, portanto, cabe ao Governo Federal a liberação de verbas destinadas a propagação de conteúdos, por meio das redes televisivas e cibernéticas, que visam conscientizar a sociedade da importância da ciência no Brasil. Ademais, urge ao Ministério da Educação- órgão responsável pelas redes de ensino do país- a criação de aulas de ciências nas escolas brasileiras, por intermédio da ampliação da BCC (Base Comum Curricular), com intuito de estimular e informar os alunos e a população sobre a necessidade de valorizar a ciência no Brasil. Logo, com essas medidas combatendo a desvalorização científica e tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.