A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 17/11/2021
De acordo com o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman vivemos em um “Mundo Vuca”, onde tudo passou a ser volátil, a era tecnológica tem tornado cada vez mais complexa, ambígua e principalmente incerta. No entanto, para que ocorra o avanço cientifico, é necessário investimento voltado para essa área, o que na prática acaba sendo escasso devido à negligência governamental. Diante desse cenário, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa á falta de recursos e verba para o avanço científico. Nesse sentido, é importante frisar que em questão histórica, econômica e política o Brasil acaba sendo deixado para trás, além de ter sido um dos países industrializados cientificamente tardio durante o processo da Revolução Industrial entre os séculos (xviii-xix). Ademais, vale ressaltar que a ciência e a tecnologia se tornaram ambíguas no mundo moderno além de se expandir, tornando-a tanto positiva como negativa. Tendo em vista que o mesmo avanço científico e tecnológico que causou um dos maiores desastres monumental nuclear em Chernobyl, devido a resultante de recursos, é a mesmo que descobre a cura de diversas doenças. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar, a ciência precisa ganhar mais espaço, ser valorizada e incentivada para que ela possa cooperar prevalecendo seus benefícios á saúde humana de forma antiética e reconhecendo sempre seus limites. Fica evidente, portanto, que caminhos devem ser solucionados para combater essa problemática e ampliar a participação governamental no avanço cientifico. Consequentemente, cabe ao Governo Federal, com apoio do Ministério da Educação disponibilizar melhores verbas voltadas às instituições e polos de iniciação científico-tecnológica, como também, realizar projetos de incentivo e valorização dos profissionais nesta área que dedicam todo seu tempo com a finalidade de buscar melhorias para o país. Esses meios de divulgação podem ser através de palestras ou divulgação nas maiores redes de comunicação em massa, como Facebook, Instagram, entre outros. Concluindo, como afirma o filósofo Mário Sérgio Cortella, “não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela”. Por fim, a difusão e aplicação dessas informações é a chave para o avanço de futuras evoluções científicas, mas só será possível se o Estado cumprir com seu papel e função social, direcionando as verbas para os devidos fins mencionados.