A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 20/02/2022
A valorização da ciência contribui e muito para o desenvolvimento dos países.
Eles se tornam mais autossuficientes, tecnológicos e ricos. Mas o Brasil vem deixando a desejar, principalmente devido aos cortes nessa área pelos últimos governos.
O Brasil é o grande celeiro do mundo, contudo não pode depender sua economia apenas das “commodities”. Tecnologias, maquinários são em sua grande parte importados da Europa, China, Estados Unidos. Aqui, formam-se as montadoras. Assim foi também com o desenvolvimento da vacina para o covid, em que o Brasil importou os insumos para fabricação da vacina nacional, fabricando-a com parceria entre países. As parcerias público- privadas são uma alternativa para a criação de novas tecnologias ciêntíficas, tão necessárias para o aumento da qualidade de vida das pessoas. Inovação, pesquisa, capacitação científica, no fim, é um bem público. Aliás, no Brasil, o desenvolvimento científico é garantido pela Constituição de 1988.
O corte e a defasagem de bolsas científicas como o CNPq e Capes, fez com que muitos estudantes de mestrado e doutorado migrassem para outros países. E o país perde muito com essa fuga de cérebros. Tudo isso agravado com a dissipação das “fake news” sem embasamento científico. Os governantes não tem planos a longo prazo para o crescimento da nação. Falta visão, apoio e incentivo. A população cresce e demanda novas tecnologias, principalmente as sustentáveis. Os recursos são finitos e há que se pensar em alternativas mais baratas, duráveis e que não poluam o planeta. Trabalho esse possível graças às ciências e às tecnologias.
Governantes, educadores, população e cientistas devem lutar para que esse bem seja cada vez mais valorizado, entre as mulheres, inclusive. Assim, a natureza será mais preservada e as pessoas viverão mais e melhor. O país e o mundo agradecem.