A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 02/05/2022
Em diversos momentos da história houve a descrença da ciência, como por exemplo na Idade Média, em que o Clero abominava o antropocentrismo e a racionalidade e adotava como eixo fundamental o teocentrismo. Nesse contexto, analogamente ao passado, a ciência brasileira vem sendo desvalorizada nos últimos anos, uma vez que o Governo tem investido cada vez menos nessa área o que acarreta em diversos conflitos entre pesquisadores e políticos, visto que a ciência é a peça fundamental para o avanço da sociedade. Portanto, faz-se importante a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desvalorização da ciência. Nesse sentido, o Brasil vem enfrentando uma fase de negacionismo da ciência, em relação a pandemia do Covid-19, marcado principalmente pela rejeição da gravidade da doença e medidas preventivas, colocando assim, a vida de milhões em risco. Esse cenário, segundo John Locke, caracteriza-se como uma quebra do “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre seu papel de assegurar uma condição de vida básica para a população, o que é evidente no Brasil.
Além disso, é importante salientar a “fuga de cérebros”, saída de pessoas com conhecimento técnico para lugares com melhores oportunidades, como principal consequência da falta de investimentos na ciência, visto que, segundo dados da Unicamp, apenas 1% do PIB brasileiro é investido na área de pesquisas e inovação, o que comparado a outros países é abaixo da média. Esse movimento só impulsiona um atraso no avanço do Brasil, já que traz prejuízos para a economia e ao desenvolvimento interno.
Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério da Ciência promover incentivos, por meio de bolsas de estudo, para que estudantes possam realizar pesquisas inovadoras, ademais, é necessário que aumente-se a porcentagem do PIB destinada aos meios acadêmicos, para que todos os investimentos sejam devidamente justos. Somente assim, será possível promover a valorização da ciência no Brasil.