A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 06/07/2022

Em 1988, a população conheceu um dos documentos mais importantes para a história do Brasil, a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito ao desenvolvimento científico. Entretanto, a desvalorização da ciência impede que o corpo social usufrua desse benefício constitucional. Dessa forma, a construção de uma sociedade que valoriza o progresso nacional pressupõe cuidadosa análise acerca da insuficiência de investimentos nesse ramo e do seu efeito para o país.

À vista disso, a reduzida quantidade de bolsas de estudos para a realização de pesquisas científicas representa obstáculo para desenvolvimento do Brasil. Nessa perspectiva, em 2021, o Presidente Jair Bolsonaro realizou cortes nas verbas das universidades públicas, o que culminou na drástica redução das bolsas que eram concedidas. Ocorre que tal atitude impediu a continuidade das pesquisas em andamento, além de impedir o início de novas, reduzindo as conclusões científicas, importantes para a evolução das diversas áreas do conhecimento. Diante disso, enquanto houver esse descaso governamental, o corpo social será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas do Estado Democrático de Direito: a estagnação científica.

Além disso, a falta de perspectiva de trabalho para os cientistas coloca em risco a aplicação prática de suas pesquisas no âmbito nacional. Nesse sentido, desvalorização de sua formação faz com que haja a “fuga de cérebros”, ou seja, que eles migrem com seu o conhecimento para outros países. Nesse cenário, o país não usufrui das conclusões científicas e não impede sua transferência para outras nações. Sendo assim, enquanto a criação de empregos aderentes a esses profissionais não for priorizada, permanecerá o cenário de desvalorização da ciência.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação garantir o aumento das pesquisas científicas e da retenção dos seus resultados no país. Tal medida poderá viabilizada por meio da criação de novos centros de pesquisas, um para cada estado, além da oferta de empregos, para que seus cientistas difundam e apliquem suas conclusões. Dessa forma, espera-se que haja progresso científico nacional e que o direito ao desenvolvimento, preconizado na Constituição Cidadã, seja realidade.