A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 29/07/2022

A ciência serviu como uma ferramenta diversa ao longo dos tempos, aprimorando tarefas e contribuindo para avanços tecnológicos. No entanto, a despreocupação pública com a sua eficiência gera obstáculos que impossibilitam a sua participação na sociedade. Urge, portanto, a necessidade de um sistema político que invista na ciência e se preocupe em demonstrar as contribuições dela.

Com efeito, é urgente a participação do governo Federal no campo científico do país. Nesse sentido, vale ressaltar, a grande importância da ciência durante a Guerra Fria - disputa política e científica entre os maiores blocos econômicos do mundo - que proporcionou saltos evolutivos nas áreas da tecnologia, saúde, espacial e digital. Sob essa óptica, percebe-se que o Brasil deve ter por parâmetro esses países exemplos de ciência e tecnologia, pois estará fornecendo para toda a região do Estado melhores condições em setores financeiros e biotecnológicos.

Por conseguinte, é papel do governo Federal inserir a população no entendimento das ciências e suas cooperações. O filósofo contemporâneo Jurgen Habermas defende a participação da população no entendimento das práticas e ações do Estado - razão participativa - em que, ambos os lados tendo a plena consciência dos meios que levaram o surgimento de algo, esse algo atuará em potencial máximo. Dessa forma, é imprescindível o local de saber da sociedade sobre as contribuições da ciência e como tais ações são elaboradas, para aumentar a sua eficácia e o bem-estar social.

Portanto, é evidente a necessidade de enaltecer a presença da ciência no Brasil. Para tanto, o governo Federal - responsável pelos interesses públicos - deve dar importância à ciência no país, através de incentivos financeiros públicos e torná-la clara para a população, por meio de divulgação midiática sobre as conquistas científicas, a fim de valorizar a ciência no Brasil e seu bem-estar.