A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 05/08/2024

Desde o início da pandemia de 2020, a gravidade do vírus da COVID-19 foi questionada pela população mundial. Embora diversas pesquisas e dados cientí-ficos indicassem o risco de contágio da doença, parte da sociedade banalizou a situação. Tal contexto reforça o momento atual da ciência no Brasil, marcado pela sua desvalorização, mesmo que frente aos perigos da saúde. Dessa forma, o descrédito científico deve ser contestado e suas consequências, como a diminuição da vacinação, devem ser combatidas.

Primeiramente, é importante ressaltar que a desvalorização da ciência é resultado de um negacionismo histórico no Brasil. A exemplo disso, a Revolta da Vacina, movimento de protesto que ocorreu no Rio de Janeiro, representou um dos momentos em que a população, devido ao seu desconhecimento da informação, recusou-se a colaborar com a intervenção. Infelizmente, a imposição da vacina nos indivíduos, sem explicação de seu mecanismo de ação, ocasionou desconfiança e até mesmo repulsa nos brasileiros. Por conseguinte, percebe-se que um dos maiores desafios da comunidade científica é aumentar o acesso à sabedoria.

Nesse viés, mesmo que o conhecimento seja divulgado previamente entre a população, constantemente ele circula de maneira equivocada. Prova disso é o índice de vacinação da poliomielite, doença inegavelmente conhecida, que tem seus riscos subestimados. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 15% das crianças menores de um ano não se vacinou contra a paralisia infantil. Sob esse contexto, a causa da queda da vacinação é representada pelo negacionismo da nação com os métodos científicos, com sua importância e com a eficácia de seus resultados.

Portanto, para combater a desvalorização da ciência no Brasil, é necessário intervenção estatal. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, juntamente ao Ministério da Comunicação, investir em campanhas publicitárias que exaltem o conhecimento científico. Por meio da veiculação midiática, esta ação deve atingir do público jovem ao público idoso, abrangendo grande parte da população brasileira. Apenas desse modo, a comunidade entenderá a importância da ciência e da adesão coletiva a seus pedidos e clamores.