A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira
Enviada em 23/06/2023
Milhares de profissionais da saúde como enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras ariscaram suas vidas durante a pandemia do novo corona vírus para garantir o acesso da população brasileira à saúde no momento de maior vulnerabilidade e necessidade. Porém, mesmo diante desse fato, em meados de 2022, o governo suspendeu a lei que garantia o piso salarial fixo dessa classe de trabalhadores, o que pode acarretar na diminuição dos salarios e a desvalorização da enfermagem na saúde brasileira.
De acordo com a Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), o piso salarial fixo impacta o orçamento das unidades de saúde publica e particular, podendo haver demissões em massa e redução da oferta de leitos. Entretanto, o piso salarial fixo é um direito do trabalhador, e de acordo com a Constituição Federal de 1988, os direitos dos trabalhadores so podem ser alterados em primazia do benefício dos mesmos, em acordo com instituição sindical.
Além disso, é comum que a classe dos enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e parteiras tenha jornadas de trabalho exaustivas, podendo trabalhar por mais de 8 horas seguidas, durante a magrudaga e em meio a uma pandemia, sendo eles, junto dos médicos e todos os outros profissionais de saúde os principais responsáveis pelo combate frente a frente ao novo corona vírus desde março de 2019.
Portanto, fica evidente que é necessário que as instituições de saúde públicas e privadas deêm mais valor a enfermagem na saúde brasileira, através de estratégias para conseguir fornecer a remuneração adequada a esses profissionais sem prejudicar a disponibilidade de leitos. Também é fundamental por parte do governo, rever a constitucionalidade da norma foi aprovada em julho pelo Congresso, e sancionada em agosto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).