A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira
Enviada em 30/06/2023
A desvalorização do profissional de enfermagem têm raízes históricas desde a Reforma Protestante que ocorreu na Europa no século XVI. A função que era realizada por mulheres religiosas, passou a ser feita por pessoas marginalizadas pela sociedade que não tinham o mesmo preparo, as cargas de trabalho eram altas e a remuneração extremamente baixa.
Em consequência disso, a enfermagem é uma profissão pouco valorizada até os dias atuais. Os profissionais da área ficaram na linha de frente contra a pandemia da Covid-19 que teve início em 2020 e assolou o planeta inteiro, não mediram esforços para ajudar a população, mesmo sabendo que também corriam riscos de vida.
Além disso, muitos profissionais atuam de maneira insalubre, não possuem os materiais necessários para trabalhar, as cargas horárias são absurdas, muitas vezes precisando trabalhar em dois empregos para conseguir manter a renda, visto que os salários são baixos e em 2021 a lei que fixa o pisa salarial dos enfermeiros foi suspendida, o que corrobora com o descaso á profissão.
Em contrapartida, o artigo 196 da Carta Magna estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado garanti-lá mediante políticas econômicas e sociais. Desse modo, deve garantir profissionais capacitados, com boa remuneração e locais com infraestrutura necessária para a população.
Fica clara, portanto, a necessidade de políticas públicas por meio do Estado, de garantir uma qualidade de trabalho para os profissionais da área, manter o piso salárial dos enfermeiros e pagamentos em dia, por parte do Ministério da Saúde, em seus meios midiáticos, mostrar a importância da enfermagem para a população, para assim se ter consciência do papel que eles excercem para a sociedade e consequentemente, torna-se uma profissão mais valorizada.