A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 27/06/2023

A partir de 1530, com o início do processo de Colonização, o Brasil passou a utilizar o trabalho escravo, realizado principalmente por por negros. Apesar desse processo ter se encerrado no século XIX, o atual sistema de saúde brasileiro também explora, mas as vítimas passaram a ser os enfermeiros. Isso se deve ao fato das empresas explorarem seus funcionários e ao Estado ter se subvertido ao poder das elites.

Conforme demonstrado pelo filósofo e economista alemão Karl Marx através da teoria “mais-valia”, no capitalismo os trabalhadores sempre ganham abaixo daquilo que produzem, o que se configura como exploração. Além disso, a alta competitividade econônica também faz os salários abaixarem. Assim, cria-se um cenário propício para que a classe dos enfermeiros seja cada vez mais desvalorizada no Brasil.

Ademais, o próprio Estado, instituição que deveria proteger o cidadão acaba atuando em favor da elite exploradora. Embora o artigo 1º da Consituição Federal de 1988 promova o direito à dignidade humana, isso não ocorre para os profissionais da saúde. O que realmente acontece é que, conforme descrito pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, um grupo de privilegiados dotados de poder financeiro e cultural se apoderam de diversos campos, como o político e o econômico. Ao conseguirem tal feito, utilizam-se dessa estrutura apenas para manter esse sistema.

Portanto, visto que tal problema envolve o governo e o modelo socioeconômico,, é necessário que o Estado, através do Congresso Nacional crie um Projeto de Lei que diminua a tributação de hospitais que paguem aos seus enfermeiros salários acima do piso. Tal medida criará condições mercadológicas para a valorização salario dessa classe. Outra solução é a capacitação de lideranças sindicalistas feita por sindicatos locais e regionais. Dessa forma, será possível garantir que a exploração trabalhista fique apenas no período do Brasil Colonial.