A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 22/08/2023

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a desvalorização da enfermagem na saúde brasileira vem sendo constante. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da insuficiência legistaliva e insuficiência governamental.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a insuficiência legistaliva. Gilberto Dimestein explica que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é nítida na desvalorização da enfermagem na saúde brasileira, visto que são profissionais que trabalham arduamente, colocando até mesmo sua vida em risco, como no caso da Covid-19, recebem salários baixíssimos. Assim, é urgente que a “cidadania de papel” - de que o jornalista falou - seja superada.

Além disso, a ineficiência governamental é um entrave no que tange ao problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à desvalorização da enfermagem na saúde brasileira visto que profissionais da enfermagem estão trabalhando sobrecarregados em situações insalubres. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Portanto, é imprescindível a resolução da problemática. Para isso, o Poder Estatal através de políticas públicas, por meio de investimentos na valorização da enfermagem na saúde brasileira, a fim de reverter a insuficiência legislativa que imperam. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender as reais necessidades dos profissionais da área. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de ação política presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os prefeitos da Declaração dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.