A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 11/07/2023

De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Todavia, esse ideal não é concretizado, uma vez que nota-se um descaso contra a saúde pública. Essa indiferença, é refletida na desvalorização da enfermagem na saúde brasileira. Por fim, tal problemática é fomentada pela inércia estatal e pela falta de conscientização acerca do óbice.

Em primeira análise, na Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, diversas mulheres, crianças e homens eram explorados nas indústrias têxteis. De maneira análoga a isso, os enfermeiros sofrem o mesmo no setor da saúde no Brasil, visto que dedicam-se a cuidar do que possui grande valor agregado: a saúde, entretanto os salários desses profissionais são extremamente baixos. Portanto, se o Estado não sair da inércia, mais especificamente o Ministério da Saúde, o descaso e a exploração continuarão.

Outrossim, segundo o sociólogo Karl Marx, alguns problemas são ocultados a fim de omitir as mazelas sociais. Sob esse prisma, é extamente o que ocorre com os enfermeiros, haja vista que não é divulgado na mídia o contraste entre os desafios enfrentados diariamente e a baixa remuneração e reconhecimento. Logo, a falta de conscientização corrobora para a manutenção e omissão dessa mazela.

Em suma, para mitigar a problemática, o Ministério da Saúde deve divulgar nos meios midiáticos mais influentes e utilizados hodiernamente, Instagram, Facebook e Twitter, uma campanha que mostre a relevância da enfermagem para a saúde pública e a sua atual desvalorização. Dessa maneira, poderá haver uma mobilização no Poder Legislativo, o qual pode aprovar leis que favoreçam a dignidade salarial da enfermagem. Por conseguinte, o artigo 196 da Carta Magna será efetivado.