A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 30/10/2023

Florence Nightingate, após cuidar de feridos na guerra da Crimeia consolidou mundialmente uma grande profissão, a enfermagem. Todavia, apesar de serem essenciais ao serviço de saúde enfermeiros e técnicos de enfermagem são extremamente desvalorizados no Brasil, problema esse a falha governamental e longas jornadas de trabalho.

Em primeiro plano, a sobrecarga laboral como sinônimo da desvalorização da categoria. Cabe lembrar o período da pandemia COVID-19, em que enfermeiros e técnicos de enfermagens foram expostos a cargas horárias exaustivas devido a grande demanda de pacientes, segundo o Fiocruz. Nessa ótica, o aumento da jornada de trabalho acarretou desvalorização da categoria, além do mais a sobrecarga gerou desgaste físico e mental.

Somando-se a isso, o governo tem falhado com a enfermagem quanto a remuneração. Nesse viés, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988 a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, ainda que sancionada a lei 14.434, em agosto de 2022, que garante piso salarial dos enfermeiros o governo tem encontrado empecilhos, como falta de dinheiro para o pagamento.

Destarte, para a valorização da enfermagem no Brasil, o poder legislativo aprove, por intermédio de uma votação no plenário, a lei de jornada de 30h semanais com o intuito de garantir trabalho de qualidade nos serviços de saúde do país. Ademais, o executivo, em conjunto com o Ministério da Saúde deve garantir liberdade ao pagamento do piso salarial da enfermagem.