A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 25/01/2024

Na obra “Utopia”, de 1516, do filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade perfeita e ideal. Nela, pontua-se a ausência de conflitos e adversidades, o que vem, desde então, inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, a constante desvalori-zação da enfermagem no Brasil tem feito o país se afastar desse lugar utópico. Lo-go, são causadores dessa problemática a negligência estata e a desinformação so-cial acerca da importância desse profissionais da saúde na sociedade.

Primeiramente, a negligência estatal é o principal fator que colabora para essa adversidade no território brasileiro. Sob esse viés, a défice atuação do Estado de criar projetos que visem aumentar o piso salarial dos enfermeiros contribui para a desvalorização desse setor. Segundo John Locke, os cidadãos cedem a sua confian-ça ao Estado,que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. Nessa perspectiva, é a falta de amparo do Estado de garantir melhores condições de tra-balho e renumeração para esses cidadãos causa, consequentemente, a invisibilida-de e a desvalorização dos profissionais da saúde. Torna-se, necessário a atuação do Estado para mitigar esse imbróglio.

Ademais, é notória a desinformação social sobre o tema. Nesse contexto, a escassez de divulgações por meio das mídias propagando a importância dos enfer-meiros nas redes de saúde corrobora para esse cenário hostil. Segundo Manuel Castellvs, a internet é muito mais que uma tecnologia, é um meio de comunicação, interação e organização social. Sob essa ótica, a falta de divugação colabora para a persistente cultura de desvalorização dessas minorias. Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para mudar essa realidade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a desvalorização da enfer-magem na saúde brasileira. Para isso, o Estado, por meio do Ministério da Econo-mia, deve criar um projeto que vise melhorar as condições de trabalho e aumentar o piso salarial desses profissionais. Para tal, é necessário um direcionamento de verbas para a realização do projetos pode-se, por exemplo, reverte a nefasta políti-ca de renuncias fiscais que, segundo o Tribunal de Contas da União somaram, so-mente em 2017, R$354,7 bilhões e utilizar parte desses recursos para custear esse projeto. Somente assim, o Brasil poderá ser o lugar utópico decrito na obra.