A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 28/02/2022
A luta pela sobrevivência das ciências humanas é algo novo. Em grandes ditaduras, como o Nazismo e a União Soviética, esse campo de estudo era visto como uma ameaça ao governo e seus especialistas eram perseguidos e vigiados. No Brasil, o atual governo vem atacando constantemente essas ciências, diminuindo sua importância. Além disso, os profissionais dessa área relatam dificuldades no mercado de trabalho e pouco respeito. É necessário, portanto, entender o papel da sociedade e dos governos frente a essa problemática.
Diante desse cenário, analisar a forma como a soxiedade enxerga essas ciências é importante. A desvalorização desses estudos e de seus profissionais se inicia na escola, quando matérias das exatas e biológicas são consideradas de maior valor, sejam por oferecerem maiores salários ou por seu peso nos vestibulares. Dessa forma, história, sociologia, filosofia, entre outras, são vistas com baixo grau de usabilidade, o que faz com que muitos alunos fujam desses cursos e consequentemente, deem pouca atenção a elas.
Por outro lado, temos o Estado que insiste em não dar o devido reconhecimento a esse campo de estudo. Afinal, o pouco interesse da sociedade nessas áreas contribui para manter o sistema político vigente, que trás benefícios apenas para os que estão no poder. O ensino das ciências sociais auxilia na formação do pensamento crítico acerca do mundo, o que ameaça diretamente aqueles que permanecem do poder de maneira errônea.
Portanto, mudanças são necessárias. Para isso, o Ministério da Educação, por meio de um projeto nacional, visando promover palestras com especialistas nessas áreas, com o objetivo de esclarecer a importância desses estudos para a sociedade, além de expor as diversas formas de atuação possíveis para se trabalhar nesse ramo. Ademais, o governo deve, em colaboração com o Ministério da Educação, ajudar a promover essas áreas, visando não apenas melhorar a sociedade como um todo, como também, tentar consertar os defeitos já existentes atualmente. Dessa forma, nenhuma área de conhecimento seria rebaixada.